Berrei

Eu “tô” no automático e já tem alguns anos. Tenho medo da rotina e mais medo ainda de não ter uma. Medo de mudanças e mais medo ainda de nada mudar. Fico temendo novas oportunidades ou movimentos e no fim, acabo dando graças a Deus pelas transformações. Será que tô doida? Será que sou? Não sei. Não quero saber, mas quero entender. 

Entender, porque ainda não entendi que é assim mesmo que funciona essa parada que chamamos de vida. Que não é possível controlarmos nada e nem ninguém e que desapegar dessa falsa ilusão de controle é quase como berrar: “ESTOU LIVREEE” no meio de uma praça pública enquanto sorrio, de braços abertos, “pro” céu.  Será que “tô” viajando? Não sei. Mas quero e agora no sentido literal – ou talvez só esteja querendo fugir da atual realidade.

“Tô” angustiada, preocupada. Cada dia morre mais gente. Não nos veem como pessoas, nos veem como números. Tá tudo um caos, tudo errado. Não tem vacina suficiente, não tem amparo suficiente. A briga política vale e interessa mais que a saúde – talvez até mais que a “querida” economia. Máscaras e álcool gel passaram a ser ignorados – o distanciamento social também foi. Vidas estão sendo sacrificadas e mortes, esquecidas.

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